A atividade agrícola da Estância Guatambu tem como principais
finalidades maximizar a produção de alimentos e complementar a atividade
pecuária, incrementando os recursos forrageiros e fazendo da integração
de ambas a fundamentação e a sustentação dos níveis de produtividade
atingidos. Esta atividade conta também com uma Unidade de Armazenagem
localizada na sede da propriedade. Unidade
de Armazenagem localizada na sede da propriedade.

O milho é cultivado na Estância desde o ano 2000, sendo que em
alguns anos, por questão estratégica, não se cultiva essa cultura.
A opção pelo milho se dá devido ao grande valor nutricional que
apresenta seu grão, sendo uma ótima fonte de energia para utilizar
na ração do confinamento e em suplementações. Devido ao fato da
fazenda se localizar numa região onde ocorre déficit hídrico nos
meses de janeiro e fevereiro, faz-se necessário irrigar essa cultura
a fim de se obter alta produtividade. Desta forma, a fazenda possui
três pivôs centrais, sendo que um cobre uma área de 7 ha, outro
de 123,6 ha e o último, de 83,3 Em relação à necessidade de água,
o milho necessita de 3mm/dia de lâmina d` água quando a planta apresenta
uma altura inferior a 30 cm e 7,5 mm/dia no período entre o espigamento
e a maturação. Porém, em condições de baixa umidade relativa do
ar e altas temperaturas, a necessidade pode chegar a 10 mm/dia de
água. A demanda total por safra é em torno de 350 a 500 mm de lâmina
d`água. O custo do milímetro irrigado na Guatambu é em torno de
R$ 1,00. Em média, aplica-se na lavoura da
Guatambu, através de irrigações periódicas, uma lâmina de 250 mm
por safra para suprir a deficiência hídrica do milho. Em anos chuvosos
de El niño, a necessidade de irrigação baixa para cerca de 100 mm.
Como a estrutura de irrigação representa um investimento muito elevado,
a lavoura de milho sob pivô central necessita ser altamente tecnificada,
utilizando um manejo que vise atingir altas produtividades. Para
tanto, são utilizadas as seguintes tecnologias: plantio direto sobre
palha de azevém, uso de sementes híbridas de elevado potencial,
alta densidade de plantas (população de 60.000 a 65.000 plantas
por ha), plantio com semeadeiras de alta precisão, velocidade de
plantio de no máximo 6 Km/h para garantir a população final desejada,
pulverização de inseticida no sulco de plantio para proteger as
plantas das pragas de solo, adubação calculada de acordo com a extração
de nutrientes para altas produtividades, controle precoce da lagarta
do cartucho, monitoramento da necessidade de nitrogênio com clorofilômetro,
acompanhamento constante da necessidade de irrigação da lavoura,
colheita no momento indicado, e secagem em secador de última tecnologia
para preservar as características nutricionais do grão de milho.
A principal praga que atinge a lavoura é a lagarta-do-cartucho-do-milho
(Spodoptera frugiperda), a qual é controlada com pulverizações de
inseticidas com diferentes modos de ação via pivô central. Outra
forma de controle é o biológico, feito através de vespinhas denominadas
Trichogramma spp., as quais parasitam os ovos da lagarta Nas áreas
de pivô são também cultivadas outras espécies, em sistema de rotação,
visando realizar um controle mais eficiente de pragas, doenças e
plantas daninhas do milho. Durante o inverno, cultiva-se nas áreas
de pivô cornichão, trevo branco e trevo vermelho para produção de
sementes. No verão, a soja entra na rotação com o milho. Em 3 anos
de cultivo de milho irrigado na Guatambu, obteve-se uma média de
produtividade de 120 sacos de grãos/ha.